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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sangue...falso!

Quem nunca ficou aterrorizado com a quantidade de sangue vista nos filmes de terror? Com certeza muitas pessoas se perguntam como é criado este efeito especial. A resposta é simples: vem do laboratório!


Sim, o líquido vermelho devorado por vampiros nos filmes, ou derramado pela boca ou olhos dos personagens de um filme de terror, não passa de um composto artificial produzido em laboratório.

E a sua composição é, ao contrário do que se possa pensar, bastante simples. Os produtos mais usados são: C.M.C. (Carboximetilcelulose de sódio ou Metacelulose), Glucose e corante líquido. O mais curioso é que todos estes ingredientes são também utilizados na confecção de bolos. Ou seja, são perfeitamente inofensivos à saúde humana.

Claro que, ao longo do tempo, as técnicas de criação deste tão útil efeito foram evoluindo, e hoje, as equipas de produção têm a possibilidade de adaptar o tipo de sangue falso, de acordo com cada cena e cada personagem. Por exemplo:



Sangue em gel: é usado normalmente para representar sangue fresco, em ferimentos que aconteçam durante a cena.









Sangue seco: usado para transmitir a ideia de sangue seco, ideal para ferimentos velhos e amputações.








Sangue em cápsulas: efeito para cenas de pessoas baleadas, onde o sangue sai pela boca. Basta o actor morder a cápsula e o sangue é expulso.





As constantes experiências com este tipo de elementos têm-se revelado, obviamente, indispensáveis, uma vez que contribuem para aumentar o realismo das cenas a que assistimos num ecrã de cinema.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os efeitos especiais do cinema de 1890!

Nos dias que correm, já se consegue com relativa facilidade, saber como são criados grande parte dos efeitos especiais no cinema. A verdade é que, desde o surgimento do cinema até à actualidade, são imensas as evoluções não só tecnológicas, mas também técnicas, que têm pemitido que um filme chegue até nós numa sala de cinema com a qualidade a que podemos assitir hoje em dia.

Provavelmente, muitos pensarão que este tipo de “efeitos especiais” e técnicas só surgiram como consequência de todo o desenvolvimento tecnológico das últimas décadas. E, nesse sentido, pareceu-me extremamente oportuno trazer até cá um verdadeiro “cientista do cinema”, e que é até hoje conhecido como “O pai dos efeitos especiais”: Georges Méliès.


Este extraordinário “experimentador” do cinema, foi o responsável pelas primeiras técnicas mais arrojadas no que respeita à montagem. Ora, na época (e falamos dos nos de 1890), sem o recurso aos computadores, que facilitam hoje em dia grande parte das técnicas de criação desses efeitos só por si, estes génios faziam uso da sua imaginação, do conhecimento dos processos de filmagem e da película que tinham, para irem descobrindo novas formas de trabalhar a imagem e de surpreender o seu público. Eram efeitos artesanais, feitos mecanicamente ou diretamente na película.





Um ilusionista, antes de um cineasta!
Méliès transferiu os seus truques para o cinema, surpreendendo tudo e todos com as suas técnicas de Trucagem! Tentando adaptar as suas pequenas peças teatrais para o cinema, Méliès utilizou truques de edição que o permitiam não somente gravar a realidade, como se fazia naquele primeiro cinema, mas sim modificá-la e filmar o impossível e o incrível.

A verdade é que, hoje em dia, nos tornámos cada vez mais exigentes, e já não nos deixamos surpreender com facilidade. Mas, se nos situarmos por exemplo no ano de 1890, onde, a própria imagem em movimento era ainda uma novidade surpreendente, quanto mais não seriam estes efeitos trazidos por Méliès!


É fácil imaginar o espanto daquele público, ao ver um personagem desaparecer em cena, ou um objecto mudar de posição como que por magia!



Por todos esses motivos, é com todo o orgulho que relembro o seu nome e o seu trabalho, reconhecendo nele um grande contributo para o mundo do cinema.